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  6. arquitetura: uma questão de saúde pública

    Luccia TPB


    Dos teus seios acídulos, amargos,
    Fluem capros aromas e os letargos,
    Os ópios de um luar tuberculoso…

    — Cruz e Sousa / Broquéis (1893). 



    Algumas áreas que fazem parte da administração da vida humana em sociedade, como o urbanismo e a saúde, são intimamente relacionadas e são tratadas separadamente pelos governos por uma questão organizacional relativa às receitas e despesas. Por outro lado, os conceitos ampliados de urbanismo e saúde entrecruzam-se quando se pensa filosoficamente o processo social, assim como também se inter-relacionam com outras áreas da administração pública.  Um marco importante da “saúde pública” se deu nas cidades européias do século XIX em meio à industrialização e a pobreza crescentes, superlotações, que tornavam a vida urbana cada vez mais deteriorada. Na Inglaterra, por exemplo, tal condição insalubre dos centros urbanos em crescimento levou os mais ricos para os subúrbios enquanto os trabalhadores das fábricas seguiam em condições precárias. Somente a partir de 1848 o poder público iniciou os serviços de saneamento básico em tal país, que antes ficavam a cargo de empresas privadas (1).


    O concreto armado passou a ser produzido em larga escala após 1850 e em 1866  passou a ser usado para construção das redes de esgoto. Até 1950, as infecções foram a principal causa de mortalidade nas regiões industrializadas. No entanto, a mortalidade por doenças infecciosas começou a cair a partir de 1850, devido a melhorias diversas relacionadas a fatores ambientais, qualidade da água oferecida, engenharia sanitária, condições de moradia, diminuição do analfabetismo, vacinação dentre outras (1).


    A tuberculose, doença causada pelo Mycobacterium tuberculosis (bacilo álcool-ácido resistente), assim como outras doenças infecto-contagiosas, simboliza bem a relação do planejamento urbano com a saúde pública. Doença que vem com os seres humanos desde tempos remotos, ainda hoje clarifica as contradições do homem por ser considerada uma doença socialmente determinada (2), pelo fato de sua ocorrência estar diretamente ligada ao modo de viver e trabalhar do indivíduo, assim como a políticas de controle da doença.


    A tuberculose é uma doença que se propaga pelo ar a partir das gotículas expelidas pela tosse de um indivíduo doente. As pessoas que apresentam a doença pulmonar e são bacilíferas (que possuem grande quantidade de bactérias no escarro espelido), são mais propensas a transmitir o bacilo. Os ambientes fechados, com pouca circulação de ar e iluminação são perfeitos para a propagação desta micobactéria, e, tal costatação, nos remete rapidamente às precárias condições de moradia nas superlotadas favelas brasileiras e mundiais (3), aos albergues públicos para moradores de rua (4,5) e às aglomerações em presídios (6).


    Antes do advento das drogas antituberculosas (a partir de 1944), esta afecção causava muitas mortes precoces, e  no meio  literário foi associada às almas tristes e poéticas (7). O poeta brasileiro Cruz e Souza (1861-1898) por exemplo, além de ele próprio ter falecido pela doença, teve quatro filhos que morreram de tuberculose. Frans Kafka, escritor alemão também faleceu por tal mal assim como outras personalidades históricas.


    Por volta de 1750, na Europa Ocidental, a tuberculose chegou apresentar taxas de 200 a 400 óbitos por 100.000 pessoas por ano. A então chamada peste branca, preocupou tanto por sua alta taxa de mortalidade que fez com que o rei Fernando VI da Espanha proclamasse, em 1751, uma lei que obrigava os médicos a notificarem às autoridades sanitárias todos os casos de tuberculosos. Os doentes eram compulsoriamente afastados da coletividade e os que morriam tinham todos os seus pertences queimados. Somente a partir de 1960 que o esquema com a combinação de três drogas passou a ser usado garantindo cura de até 95% dos tratados. Com a efetividade do tratamento acreditou-se que esta doença seria praticamente eliminada do planeta no final do século XX, mas atualmente a estimativa da Organização mundial de saúde (OMS) de que 1,4 milhões de pessoas morram por ano por tuberculose (2010) (8) (figura 1), mostra como tais crenças não se confirmaram.


    No Brasil segundo dados do DATASUS a taxa de incidência de tuberculose em 1999 foi de 51,4 casos por 100.000 habitantes e de 37,4 casos por 100.000 habitantes em 2008. Na região metropolitana de São Paulo a taxa de incidência em 1999 foi de 89 casos por 100.000 habitantes e em 2008 de 52,5 casos por 100.000 pessoas (9). A incidência da doença estimada pela OMS no mundo foi de 8,8 milhões de novos casos em 2010 (10).


    A urbanização de favelas é uma das medidas propostas pelos governos para garantir melhor qualidade de vida para a população de tais áreas. Tal tema é controverso e gera inúmeras discussões tanto no âmbito urbanístico quanto no âmbito político. Segundo Marcelo Roméro (11), diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAUUSP), “já não há como transferir as unidades insalubres para outras localidades, por vezes longe dos empregos disponíveis para sua população. A política habitacional, em face desta constatação, transforma-se e passa a respeitar os assentamentos humanos existentes e a programar melhorias, procedendo então à reurbanização de cortiços e mesmo de favelas”. Porém quando o assentamento é muito populoso e em área restrita, não havendo espaço para viabilizar a urbanização, a opção segundo Nabil Bonduki (12), seria a edificação de um conjunto habitacional vertical.


    A reurbanização de favelas, conforme as considerações acima citadas é hoje uma realidade em cidades como São Paulo. Porém, muitas vezes, se mostra insuficiente na solução de problemas tanto urbanísticos quanto de saúde pública. No caso do projeto Cingapura, que teve início em 1994 pela prefeitura de São Paulo e que se propôs também à promover a urbanização de favelas, buscou-se manter os moradores no próprio local onde se encontravam, ocupando, no lugar dos barracos, apartamentos em edifícios de baixa e média altura (figura 2). No entanto, se observarmos a  configuração espacial das unidades habitacionais neste projeto, poderemos verificar algumas situações propícias para a propagação de doenças como a tuberculose. As unidades apresentam-se dispostas costa a costa e separadas duas a duas por circulação vertical comum, fato que dificulta a implementação de ventilação natural cruzada. A iluminação natural na sala é precária, visto que a janela se posiciona na lateral e recebe, de ambos os lados, sombreamento pelas paredes de seus próprios dormitórios e os do apartamento vizinho. A cozinha não recebe um raio de luz.


    Em contraposição ao projeto Cingapura podemos citar a Unidade de habitação projetada pelo franco-suíço Le Courbusier, um dos arquitetos de maior destaque do século XX, onde a iluminação e ventilação natural foram consideradas primordiais na questão da moradia. A orientação do edifício, configurado como uma grande lâmina se dá no eixo norte-sul (com as suas faces voltadas para o leste e oeste). O estudo da incidência dos raios solares ao longo do dia permitiu que o arquiteto projetasse dispositivos de controle térmico e de iluminação - os brise-soleils, ou “quebra-sóis”. O fato de cada apartamento possuir uma abertura em cada uma das fachadas permite a existência da ventilação cruzada, promovendo constante renovação do ar e sua adequação à temperatura interna sem a necessidade de equipamentos de condicionamento do ar ou da temperatura (figura 3). 


    Nas unidades de saúde do sistema público de saúde brasileiro, a tuberculose ainda é frequente. Apresenta-se aqui, um exemplo real de como a bactéria se propaga num ambiente coletivo de moradia. Três casos que foram tratados em 2010 em uma unidade básica de saúde da periferia de São Paulo, são apresentados na figura 3 onde se mostra a relação dos moradores (pacientes) com sua moradia ampliada.  

     
    Relato de três casos de pacientes com tuberculose que foram tratados em uma unidade básica de saúde da periferia de São Paulo no ano de 2010.

    Paciente 1: criança do sexo feminino, 3 anos de idade.

    Paciente 2: criança do sexo masculino, 5 anos de idade.

    Paciente 3: adulto do sexo masculino, 35 anos de idade.


    Como é apresentado na figura 3, o paciente 1 frequentava diariamente a viela e relacionava-se com moradores locais embora não morasse no local. Os pacientes 2 e 3 conviviam. Este exemplo ilustrativo pretende mostrar a relação da moradia de certa população (viela estreita, superpopulada, com pouca iluminação e ventilação) com a propagação da tuberculose (figuras 4 e 5).


    Neste pequeno artigo, buscou-se resgatar a estreita afinidade entre urbanismo e a saúde pública, destacando a tuberculose como doença símbolo de tal relação. Por questões diversas, do ponto de vista arquitetônico e urbanístico, as soluções propostas pelos governos ainda deixam a desejar.


    figura 1

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    Mapa dos países onde 80% dos casos de tuberculose estão concentrados (10).


    figura 2

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    Projeto Cingapura em São Paulo. À esquerda a planta de quatro apartamentos. À direita a fachada de prédios do projeto Cingapura (13).



    figura 3
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    Unité d’Habitation de Marseille (14). Exemplo de unidade de habitação preocupado com uma boa insolação e ventilação (15).



    figura 4
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    Representação esquemática da viela mostrando a relação entre os três pacientes e suas casas. Viela estreita, com pouca iluminação e ventilação.



    figura 5
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    América do sul, Brasil; estado de São Paulo; região metropolitana de São Paulo. Viela (área circunscrita em amarelo) no centro de uma comunidade na periferia de São Paulo (contraste entre território com casas amplas à esquerda e território com alta taxa de densidade demografica à direita) (16).



    Referências:

    (1)   Moacyr Scliar. História do Conceito de Saúde.  PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 17(1):29-41, 2007

    (2)   HIJJAR, Miguel Aiub; GERHARDT, Germano; TEIXEIRA, Gilmário M  and  PROCOPIO, Maria José. Retrospect of tuberculosis control in Brazil. Rev. Saúde Pública [online]. 2007, vol.41, suppl.1 [cited  2011-11-18], pp. 50-57 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102007000800008&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0034-8910.  http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102007000800008.

    (3)   Mendes JM and col. Um estudo retrospectivo dos aspectos epidemiológicos da tuberculose na comunidade do Complexo de Manguinhos localizado em área urbana do Rio de Janeiro, Brasil, 2000 2002. J Bras Pneumol. 2007;33(4):443-447

    (4)   Haddad MB and Col. Tuberculosis and Homelessness in the United States, 1994-2003. JAMA. 2005;293(22):2762-2766. doi: 10.1001/jama.293.22.2762 

    (5)  Bibiana JT. Schwartzman K and Col.Tuberculosis and homelessness in Montreal: A retrospective cohort study. BMC Public Health 2011, 11:833 doi:10.1186/1471-2458-11-833.

    (6)   Nogueira PA, Abrahão RM, Galesi VM. Latent tuberculosis among professionals with and without direct contact with inmates of two penitentiaries in the state of São Paulo, Brazil, 2008. Rev Bras Epidemiol. 2011 Sep;14(3):486-94.

    (7)   Conde MB, Souza GM, Kritski AL. Tuberculose sem medo. Editora Atheneu. 1ª ed. São Paulo: 2002.

    (8)   http://www.who.int/gho/tb/epidemic/cases_deaths/en/index.html (acesso em 18 de novembro de 2011). 

    (9)   http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?idb2009/c06.def

    (10)  http://www.who.int/en/

    (11)  ROMÉRO, Marcelo et al. - Procedimentos metodológicos de APO para conjuntos habitacionais : do desenho urbano à unidade habitacional. São Paulo, 1999, HABITARE/FINEP/FAU/NUTAU/FUPAM

    (12)  BONDUKI, Nabil (ed) - Arquitetura e Habitação Social em São Paulo 1989-1992, EESC – USP, São Carlos, 1993

    (13)  Galvão E. Arquitetura da habitação econômica urbana: O Projeto Cingapura. Em: http://web.mac.com/arqgalvao/iWeb/eduardogalvao/Textos.html (acesso 28/11/2011).

    (14)  BURRI, R. RÜEGG, A. Le Corbusier: Moments In The Life Of A Great Architect. Basel: Birkhäuser, 1999. p. 126

    (15)  Le Corbusier. Planejamento urbano. Perspectiva: são Paulo, 2004. P.152.

    (16)  http://maps.google.com.br/maps




     


  7. internet metacidade

    o ritmo da mudança tecnológica mudou o propósito/significado das cidades para as novas gerações, ou o seu carater essencial de lugares de escolha concentrada permanece relativamente constante? 

    a internet, q eu penso como uma espécie de meta-cidade, tornou possível para pessoas que não vivem em cidades dominarem áreas de atuação/conhecimento que anteriormente exigiam residir numa cidade, mas acho que é ainda uma fé na concentração da escolha que impulsiona a migração para as cidades.

    oi?

     


  8. é preciso escolher

    image = image


    há muitos predios (novos inclusive) sem salvação em sp:
    com estrutura feita sob medida para programas desde novo obsoletos
    são sempre inaurruinados

    implicariam num esforço imenso para recofigurar a planta por exemplo

    assim como com as periferias
    é melhor demolir

    ps:
    aliás dos edifícios de sp os melhores para habitar parecem ser os comerciais
    têm planta livre e fachada toda vidro
    os de habitação continuam insistindo no sufoco sasazaki 

     


  9. RE.MOVER = REPROGRAMAR OS RECURSOS

    o programa RENOVA SP da prefeitura de São Paulo mobilizará 22 áreas consideradas prioritárias segundo critérios de ausência de infra-estrutura básica. Serão 55.642.278 m² [5.564,278 hectares = 35 parques do ibirapuera] destinados à aproximadamente 338.342,000  pessoas. Esses dados globais, relacionados entre si, resultam em uma densidade média de 61 pop/ha - densidade essa extremamente baixa, se comparada, por exemplo, com a das superquadras de Brasília = 385 pop/ha*.

    considerar os dados em termos totais nos fornece uma medida de grandeza - tanto do contingente populacional a ser beneficiado, quanto dos recursos disponíveis a serem mobilizados. Num primeiro momento são apenas dados, abstrações. A direção, bem como o sentido, que animarão esses dados o projeto informará.

     assumimos aqui trabalhar com uma densidade de 385 pop/ha, o que faz surgir, desde já, um horizonte provável = ocupação de apenas 15% da área total destinada ao RENOVA SP, obtendo assim um ganho de 4.685,518 ha de áreas livres - o equivalente a 29,5 parques do ibirapuera. se a cada feriado uma buenos aires foge de são paulo, buscando recuperar o que a cidade perdeu, porque não retomar de uma vez os horizontes? imagine. é possível.

    A necessidade de habitar aliada a lógica da contingência resultaram na estrutura contigua da cidade de são paulo. o 4° maior aglomerado urbano do mundo torna-se um entrave = um tecido adiposo que impede a circulação. chegamos a um impasse. circular é preciso. todos querem morar perto do centro ou, pelo menos, perto de infra-estrutura = transporte que leve rapidamente ao centro. chegamos a um impasse. levar a infra-estrutura às tradicionais ocupações periféricas [desde 1990] ou levar as ocupações às linhas de infra-estrutura redesignadas?

    para remover a gordura excedente no corpo da cidade faz-se necessário um regime de escalas. estar perto do centro, hoje, não significa estar ao lado [espacialmente] do centro. basta chegar em 15 minutos ao centro local [metrô de superfície = 80km/h], em 30 minutos ao centro regional [trem de alta velocidade = 160km/h] ou em 1 ou 2 horas ao centro internacional [trem bala = 300 km/h].

    redesignar as linhas. as direções podem ser inúmeras; algumas já ocorrem de maneira espontânea [= desorganizada] como rio-sp, outras podem ser inauguradas e ligar pontos [centros] do atlântico ao pacífico, da patagônia ao alaska. O sentido para nós, porém, é bastante preciso - remover os entraves [objetivos e subjetivos] que obstruem a vida de acontecer de uma maneira verdadeiramente nova.

    segue um possível roteiro para o redesenho da mancha urbana de são paulo, a partir da reprogramação dos recursos lançados por ocasião do concurso RENOVA SP:

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  10. PARAR DE CONSTRUIR METRÔ EM SP

    parar pq?
    é + caro (e + pobre) modernizar mantendo o existente do q gerar algo novo partindo dos meios modernos (gerar valores x cortar custos)

    a rede em sp ainda tem um formato essencial em cruz
    ainda é possível aproveita-lo e desenvolve-lo nessa simplicidade
    fica o apelo

    sp pretende construir 128km de “metrô” (monotrilho e vlt inclusos) nos próximos anos (plano de investimentos aqui)
    ao custo de R$50 bilhões

    o mapa com trem-bala ficaria assim 

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    e para onde levaria o metrô?
    aos mesmos lugares

    com os R$50 bi seria possível construir 500 km de metrô elevado (R$100 mi/km)
    o suficiente para ligar são paulo ao rio (450 km)

    no trecho sp-rio (e campinas) é possível estruturar uma cidade linear com o trem-bala e o metrô em linhas paralelas
    nos 450 km (78,3km livres em terreno plano) entre sp e rio seria possível acomodar 2,9 milhões de habitantes o formato superquadra de brasília

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      + 
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    é um erro opor trem-bala e metrô:
    o proprio negócio do trem-bala prevê desenvolvimento imobiliário ao longo da linha

    a solução é se apoderar dessas possibilidades e colocar o trem-bala na direção do homem

    “MAS ISSO É UTÓPICO”

    utópico é achar q vc pode ficar parado
    é + caro e + pobre modernizar mantendo o existente do q gerar algo novo partindo dos meios modernos (gerar valores x cortar custos)

    ASCENSÃO DA CLASSE C: INSUFICIÊNCIA DA ESTRUTURA URBANA

    quantas pessoas desfrutam de fato da metrópole sp? quantas são figuração?
    a ascensão da dita classe C, consumo sem saneamento basico, já demonstra a insuficiencia das estruturas urbanas brasileiras para suportar as novas quantidades
    é necessario formular estruturas q suportem-nas
    E MAIS Q SUPORTA-LAS, tirem partido delas (nova qualidade das quantidades)

    SP JÁ É TERRITORIAL

    ja há um fluxo cotidiano com campinas sãojosé santos + presença do brasil e do mundo (estrangeiros) na cidade (vide aeroportos lotados)

    sp já é um polo de atração nacional em escala mais ou menos cotidiana: as funções mais promissoras e que tendem a aumentar sua relevância são as de escala superurbana (reunião, produção e exposição de novidades, discussões, showrooms, eventos) que se justificam pelos milhões de pessoas


    O Q VAI ACONTECER QUANDO O TREM-BALA E O METRÔ DE SP ESTIVEREM PRONTOS?
    quem pode vai vazar pros arredores da linha do trem
    e a periferia continuará onde está: no mapa da tuberculose